Um minuto pra ler

O tempo é uma invenção, me disseram. O capitalismo inventou que o tempo era dinheiro. Minha mãe dizia que o tempo era um curativo (o tempo passou e ainda dói a falta dela). No livro Lavoura Arcaica, o tempo é uma infinidade de coisas belas. Macotela, o artista mexicano, materializou o tempo em suas obras, criadas por quem sabe o quanto dura cada minuto: os presidiários. Só o tempo pode equivaler ao tempo. É disso que as obras falam. Tempo sobra e falta em igual medida. Não é ele que passa. É a gente, que sem perceber, passa por ele. Sem notar a chuva na grama ou a lua no céu. O sentir não sabe o significado da palavra tempo. Sentir é atemporal, penso eu. Amor, ódio, dor, alegria, paixão, desejo, saudade. Nada atravessa mais as paredes do tempo, não importa quanto tempo já se foi. Basta um encontro para tudo voltar a ser.



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